15.12.2025
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Chefe de Igualdade Rejeita Preocupações sobre ‘Polícia do Banheiro’ em Relação às Diretrizes de Espaços de Sexo Único

'Toilet police' not expected over single-sex space guidance, equality boss says

A nova chefe do regulador de igualdade declarou que não há expectativa de surgir um sistema de ‘polícia do banheiro’. Ela ressalta a importância de todos seguirem as futuras orientações sobre espaços de sexo único.

A Dra. Mary-Ann Stephenson, presidente da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos (EHRC), afirmou que a solução é possível por meio da boa vontade mútua e do reconhecimento dos direitos de cada um.

Orientações Após Decisão do Supremo Tribunal

O conjunto de diretrizes, destinado a empresas e prestadores de serviços, foi estabelecido após uma decisão unânime do Supremo Tribunal em abril. Essa decisão deixou claro que, no contexto da Lei de Igualdade de 2010, uma mulher deve ser definida pelo seu sexo biológico.

Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, a Dra. Stephenson comentou sobre as orientações da EHRC, que foram enviadas ao governo há três meses, mas ainda não foram publicadas oficialmente, impedindo que adquiram força legal.

As orientações têm como principal objetivo ajudar instituições como abrigos para mulheres, academias, hospitais e espaços comerciais a entender como implementar a decisão do Supremo Tribunal de forma eficaz.

Orientações Após Decisão do Supremo Tribunal

Espaços de Sexo Único e Controvérsia

Um documento de 300 páginas, vazado e analisado, determina que áreas de sexo único devem ser acessíveis apenas a indivíduos do mesmo sexo biológico, anulando seu status de sexo único se essa condição não for atendida. Isso significa que uma mulher trans — definida como um homem biológico que se identifica como mulher — seria proibida de usar banheiros e vestiários femininos.

A orientação também menciona que pode ser apropriado que as empresas solicitem confirmação do sexo elegível de uma pessoa por meios razoáveis, uma diretriz que gerou um debate significativo entre defensores dos direitos trans.

Espaços de Sexo Único e Controvérsia

Perspectivas da Dra. Stephenson

Durante a conversa, a Dra. Stephenson esclareceu: “Não há expectativa de um sistema de policiamento em relação aos banheiros. No entanto, em casos onde surgem reclamações devido a problemas recorrentes, pode ser necessário que os estabelecimentos melhorem sua sinalização, forneçam explicações mais claras ou garantam que alternativas estejam disponíveis.”

Ao ser questionada sobre as provisões para indivíduos trans na ausência de alternativas, ela afirmou: “Frequentemente, existem instalações unissex, e onde elas não estão disponíveis, precisamos considerar soluções mais amplas para garantir o acesso.”

Ela sugeriu que, se um estabelecimento possui dois cubículos separados, um rotulado para homens e o outro para mulheres, a abordagem mais lógica seria designar ambos como unissex.

Perspectivas da Dra. Stephenson

Controvérsia e Objetividade

A Dra. Stephenson, que começou seu mandato no início deste mês após sua nomeação em julho, enfrenta críticas de alguns ativistas trans devido a suas contribuições passadas no caso da advogada Allison Bailey. Bailey teve sucesso parcial em uma reclamação de tribunal alegando discriminação com base em suas crenças críticas de gênero.

Na entrevista, a Dra. Stephenson reafirmou sua capacidade de permanecer imparcial ao abordar questões trans. Ela explicou que seu apoio ao caso de Bailey surgiu de preocupações sobre mulheres sendo assediadas e perdendo empregos devido a suas crenças legítimas.

“Acredito que é crucial em uma democracia que os indivíduos participem de discussões sobre mudanças legais propostas sem enfrentar ameaças ou violência”, expressou. “Se essa posição é considerada partidária, é um lado que defende princípios democráticos, diálogo aberto e discussão.”

A entrevista completa com a Dra. Stephenson será exibida no domingo.

Controvérsia e Objetividade

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